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terça-feira, 29 de novembro de 2011

Pesquisa de comportamento




Nesta sondagem a QuorumBrasil quis entender um pouco sobre o comportamento da Classe D com o meio ambiente. Nós conversamos com 400 pessoas, moradoras na cidade de São Paulo, com renda familiar entre R$1.100 e R$1.600
:: No supermercado você se importa com a embalagem?
:: Como você faz com o lixo caseiro?
:: Se preocupa com a poluição do automóvel?
:: Quem você acha que é o responsável pela poluição?
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terça-feira, 23 de novembro de 2010

Governo do Rio e BID discutem financiamento para projetos de despoluição da Baía de Guanabara


O financiamento de R$ 800 milhões do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para o estado do Rio de Janeiro foi discutido nesta segunda-feira (22) em reunião entre técnicos do banco e da Secretaria do Ambiente. O dinheiro é para ser investido em projetos de saneamento da Baía de Guanabara, que contará ainda com recursos de R$ 430 milhões liberados pelo governo fluminense.
De acordo com a secretária do Ambiente do Rio, Marilene Ramos, a reunião é importante para mostrar ao pessoal do BID a amplitude dos projetos. “Essa missão do BID é de pré-aprovação desse acordo de empréstimo entre o governo do estado e o banco para financiar o programa de saneamento ambiental dos municípios do entorno da Baía de Guanabara. O governo do estado, dentro dos compromissos firmados com o Comitê Olímpico Internacional para as Olimpíadas de 2016, tem um compromisso da melhoria da qualidade da água da baía e a despoluição do sistema lagunar da Barra da Tijuca e de Jacarepaguá”, afirmou.
A secretária também informou que o pedido de financiamento precisa passar ainda pelo processo de avaliação da Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex), ligada ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. “Nós estamos com a carta-consulta na Cofiex para a aprovação, mas temos que aguardar a reunião da Cofiex em meados de dezembro”.


(ambientebrasil/ Agência Brasil)

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Gestão de resíduos sólidos é tema de seminário internacional


O aproveitamento de gás metano produzido em lixões para geração de energia elétrica e a gestão e manejo de resíduos sólidos nestes locais são os principais temas do Seminário Internacional sobre Resíduos Sólidos, realizado em Brasília até 10 de novembro, no auditório da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente (MMA).
Durante a abertura do evento, o secretário executivo do MMA, José Machado, disse que o Brasil experimenta um novo momento rumo à sustentabilidade com a aprovação da Lei Nacional de Resíduos Sólidos, que estabelece o marco regulatório para a gestão desse tipo de resíduo em todo o País.
Machado ressaltou a importância do seminário no mesmo ano em que a Política de Resíduos Sólidos foi aprovada. “As ações estabelecidas nesta política envolvem entidades produtivas, estados, setor privado e outras organizações, constituindo-se, assim, num vigoroso processo para a redução de emissões de gases-estufa.”
Para o secretário de Recursos Hídricos do MMA, Silvano Silvério, a questão dos resíduos sólidos no País tem caráter ambiental, social e econômico. “Os lixões ainda são muitos no Brasil, e esta é uma situação degradante do ponto de vista social e ambiental, pois a maioria deles está localizada em áreas de nascentes, mananciais e em locais próximos a rios, que estão sendo contaminados. Quem sofre diretamente com isso são as comunidades mais carentes situadas nas proximidades destes lixões”, avaliou.
Silvério explicou que em uma pesquisa feita pelo IBGE, no período de 2008, foi verificada diminuição de resíduos expostos em lixões – o que formou os chamados ‘aterros controlados’, classificados como intervenção intermediária entre o lixão e o aterro sanitário. “Apesar de haver uma cobertura dos resíduos em muitos destes locais, ainda não há a coleta seletiva de lixo nem o aproveitamento do gás metano”, disse.
Silvério contou, também, que já existe um aumento no potencial de municípios com aterros controlados e sanitários. As duas categorias somam juntas 49,2% de aterros controlados no País. A Política de Resíduos Sólidos prevê que o governo fomente, como alternativa institucional, a implementação de consórcios de aterros sanitários que possam atender a várias localidades, o que favorece o custo operacional destas estações.
“A discussão sobre o gás metano está relacionada diretamente ao impacto da geração de lixo no País. Hoje, 960 municípios contam com coleta seletiva no Brasil, mas apresentam uma baixa produtividade (apenas 3%) para o potencial desta atividade. Dos 97% dos resíduos sólidos domésticos recolhidos, somente 12% são reciclados”, alertou.
Silvério explicou que o custo de implantação de um aterro sanitário para receber os resíduos de 100 mil pessoas é de aproximadamente R$ 2,4 milhões. Mas alertou que o problema não se restringe apenas à implantação da estação, mas principalmente à sua gestão, e que a disseminação de pequenos aterros pode acarretar um grande passivo ambiental que depois pode se tornar difícil de solucionar.

Lixões – De acordo com especialistas na área, o Brasil ainda precisa avançar muito no que se refere ao manejo dos resíduos sólidos domiciliares. O País possui numerosos lixões onde os resíduos são lançados sem controle, o que provoca a contaminação do solo, do ar e das águas superficiais e subterrâneas.

No entanto, algumas iniciativas recentes já começam a surtir resultados ambientais, como o aproveitamento do gás metano para geração de energia elétrica. Globalmente, os lixões são responsáveis por 13% das emissões de metano, gás-estufa com poder 21 vezes superior ao do gás carbônico.
No contexto da nova legislação federal relativa aos serviços públicos de saneamento básico (Lei 11.445/2007) e da recente Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010), vários estados também estão estimulando a regionalização da gestão dos resíduos sólidos por meio de consórcios públicos intermunicipais. Estas iniciativas têm o objetivo de promover a oferta de serviços públicos de qualidade, ambientalmente adequados e com custos menores.

Ação conjunta – O seminário está sendo promovido pela Associação Brasileira de Agências de Regulação em parceria com a National Association of Regulatory Utility Commissioners. A iniciativa conta ainda como o apoio da Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento, da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental e da Associação das Empresas de Saneamento Básico Estaduais.

Na programação serão abordados temas como planejamento, projetos, implantação e operação de aterros sanitários, além de aproveitamento energético do metano gerado nestes locais e as experiências dos Estados Unidos e do Chile. Outras ações em execução em diversas regiões do Brasil também serão apresentadas e discutidas, a exemplo dos aterros que atendem as cidades de Salvador, Belo Horizonte, Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.


(ambientebrasil)

domingo, 12 de setembro de 2010

Cidades já consomem 70% dos recursos naturais do planeta

Dados da Organização das Nações Unidas constatam que mais da metade da população mundial está nas cidades e já é responsável pelo consumo de 70% de todos os recursos que o homem retira da natureza. Até 2050, com a estimativa de que a população do planeta supere 9,2 bilhões, a Terra terá 6 bilhões de habitantes, quase 90% da população atual, vivendo no espaço urbano. Diante desses números, governos estaduais, prefeituras e comunidades precisam reconhecer o valor do capital natural (água, solo, biodiversidade). Os formuladores de políticas públicas têm razões de sobra para tentar encontrar, o mais rápido possível, soluções de combate à degradação dos ecossistemas e minimização da perda da biodiversidade.
O alerta está no relatório A Economia dos Ecossistemas e da Biodiversidade para Políticas Locais e Regionais (TEEB, sigla em inglês) , lançado simultaneamente no Brasil, em workshop realizado nesta quinta-feira (9) em Curitiba (PR), na Bélgica, Índia, Japão e na África do Sul. Nele, 140 especialistas das áreas de ciência, economia e política de mais de 40 países concluíram que os serviços ambientais podem impulsionar as economias locais, gerar milhões de novos empregos e melhorar a qualidade de vida nas cidades.
Segundo o diretor do Departamento de Biodiversidade do MMA, Bráulio Dias, que representou a ministra Izabella Teixeira no encontro, o relatório é importante para que os gestores públicos reconheçam o valor econômico da biodiversidade . Par ele, o documento pode ajudar na solução do impasse entre preservação ambiental e desenvolvimento econômico. Mostra (o TEEB) que os serviços ambientais têm o papel de reduzir os impactos ecológicos do desenvolvimento .
O documento reconhece e recorre a dados e exemplos para demonstrar que ecologia e economia não só podem, como devem, caminhar juntas nas políticas públicas. O relatório levanta, principalmente, a questão de valoração e impacto do uso e preservação dos recursos naturais. Os atuais níveis da pegada ecológica e social, nome que os especialistas dão aos recursos naturais necessários para que cada ser humano viva, devem ser incluídos nas contas de planejamento das economias locais. Bráulio cita como exemplos recentes enchentes e desmoronamentos no Brasil com prejuízos econômicos elevados, e bem superiores ao que seria gasto com medidas de preservação do meio ambiente.
O relatório chama a atenção em três aspectos para as quais as políticas públicas precisam estar voltada: a distribuição dos benefícios da natureza, o uso do conhecimento científico disponível e o engajamento dos gestores e das comunidades envolvidas nas ações de preservação. O relatório estuda, ainda, áreas protegidas e o aumento dos benefícios locais da conservação, e dá orientações sobre os incentivos de recompensa da boa administração de capital natural local, tais como sistemas de pagamento localmente adaptados por serviços ambientais, certificação e rotulagem.
Esse é o primeiro de uma série de cinco relatórios, que serão levados à Convenção da Biodiversidade (COP-10) em Nagoya, no Japão. Ele contribui também para o Atlas Ambiental online da Agência Europeia de Meio Ambiente, com estudos de vários esforços que já vêm sendo feitos para associar ecossistemas e a biodiversidade nas iniciativas de políticas locais. Segundo Achim Steiner, diretor executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, um dos organismos que realizam o workshop, alguns governos locais já acordaram para o problema da preservação ambiental e têm adotado as medidas necessárias, com ganhos para suas economias locais. Mas muitos ainda precisam aderir , acredita.


(Fonte: Paulenir Constâncio/ MMA)
            ambientebrasil

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Desmatamento representa mais de 75% das emissões de CO2



O desmatamento e as queimadas respondem por mais de 75% das emissões brasileiras de dióxido de carbono (CO2), segundo dados dos Indicadores de Desenvolvimento Sustentável 2010 (IDS 2010) divulgados na última quarta-feira (1º). De acordo com a publicação do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), esses dois fatores são responsáveis por colocar o Brasil entre os dez maiores emissores de gases-estufa do mundo.
Enquanto em outros países a elevação de CO2 é geralmente atribuída a combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás natural), no Brasil, contudo, o principal agente é a destruição da vegetação natural, principalmente na Amazônia e no Cerrado. Mesmo praticadas em períodos irregulares, as queimadas são comuns no país para a renovação de pastagens e preparo de novas áreas para agricultura.
Embora aponte tendência de queda no desmatamento em todos os nove estados que abrangem a Amazônia
Legal, o IBGE estima que a área total desmatada em 2009 se aproxima dos 20% da área original da Amazônia. Entre 2002 e 2008, as unidades da federação que tiveram maior área desmatada do Cerrado em números absolutos foram Mato Grosso (17.598 km²), Maranhão (14.825 km²) e Tocantins (12.980 km²).
Fogo – A pesquisa indica tendência de queda no número de queimadas de 2005, mas, como se baseia em dados até 2009, não leva em conta a onda de queimadas que atinge o país neste ano.
Nas terras indígenas e unidades de conservação, o fogo geralmente se origina fora de seus limites, em propriedades rurais.
Em relação aos municípios que sofrem com a poluição de ar, as queimadas foram apontadas como causa mais frequente apontada, com 63,5%, número superior aos referentes às indústrias e carros.

(ambientebrasil - Fonte: Portal Terra)

domingo, 15 de agosto de 2010

Edital recebe projetos de conservação até o final deste mês


Até o dia 31 de agosto a Fundação O Boticário de Proteção à Natureza recebe inscrições para o financiamento de projetos de conservação da biodiversidade.
Os aprovados passarão a receber os recursos a partir de janeiro de 2011. O financiamento é voltado a projetos de organizações não-governamentais ou fundações ligadas a universidades que contribuam para a conservação da natureza. As inscrições podem ser feitas pela internet no endereço www.fundacaoboticario.org.br.
Foram definidas linhas temáticas, segundo a assessoria de comunicação, e os projetos devem se enquadrar em alguma delas: ações e pesquisa para a conservação de espécies e comunidades silvestres em ecossistemas naturais; ações para implementação de políticas voltadas à conservação de ecossistemas naturais; ações para a restauração de ecossistemas naturais; ações para prevenção ou controle de espécies invasoras; estudos para criação ou manejo de unidades de conservação; e pesquisa sobre vulnerabilidade, impacto e adaptação de espécies e ecossistemas às mudanças climáticas.
A partir deste mês, R$ 500 mil serão doados para 19 novos projetos em três dos seis biomas do Brasil. Em 20 anos de atuação, já foram doados mais de U$ 9,2 milhões para mais de mil projetos em todo o Brasil.